domingo, 11 de agosto de 2013

Mea culpa

Não aprendi a dançar com você, amor. Não corri com você na praia naquele sábado de manhã, nem passamos aquele mês de férias em Noronha. Nada disso me dói, apenas me entristece – quase a ponto de me fazer descer umas lágrimas. Nosso tempo foi curto. E bom.

O que me dói é não ter sabido aproveitá-lo melhor contigo. Porque eu tenho certeza – e agora, sim, aquelas lágrimas ameaçam cair – de que eu deveria ter parado o que fosse que eu estivesse fazendo e me jogado em você sempre que você me olhava com aquele ar de menino pidão, arteiro, e se desconcentrava todo olhando pro meu batom vermelho. Porque eu deveria ter respondido afirmativamente quando você perguntou se eu tava apaixonada por você. Eu tava, amor. Eu tô.

Só que agora não há mais tempo. Não é que eu queria lhe deixar. Também não é que eu queira ficar. A questão é bem mais simples: esse ciclo se fechou. E eu saio dele com um gosto quase amargo na boca. Saciada, mas com a certeza de que deveria ter me esbanjado um pouco mais. Já saudosa. Talvez um pouco assustada. Altamente despreparada. E um tantinho decepcionada (comigo). Não aprendi a dançar com você, amor.

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