terça-feira, 23 de agosto de 2011

He ou Felicidade que chega por e-mail

"Gosto de você. É isso, eu gosto de você. Entendeu agora? Eu gos-to de vo-cê. Gosto do seu jeito mulherzinha mal disfarçado, da satisfação com que você toma sorvete e da paciência que você tem pra me ouvir. Gosto de assistir filme com você e dormir juntos, agarradinhos. Das histórias que você me conta e do sossego que você me traz. Gosto de tudo em você ser equilíbrio. Doce, mas nem tanto. Calma, mas nem tanto. Perfeita, mas nem tanto. Gosto do seu cabelo meio ondulado e de lhe encontrar sempre bem vestida, sempre bonita. Gosto do jeito que você olha pra minha barba e do modo como me beija a boca. De todos os seus 'inhas'. Dos seus filmes, dos seus livros, dos seus doces. Das nossas conversas. De lhe fazer macarrão. Gosto de tudo. De tudo. Simples assim. Gosto de você porque gosto. Sem muito porquê. Gosto de ser seu e de lhe ter pra mim. Então, não complique, mulher."

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ela quis ensiná-lo a continuar


Now that I've lost everything to you 
You say you wanna start something new 
And it's breakin' my heart you're leavin' 
Baby, I'm greavin' 
But if you wanna leave, take good care 
I hope you have a lot of nice things to wear 
But then a lot of nice things turn bad out there 
Oh, baby, baby, it's a wild world 
It's hard to get by just upon a smile 
Oh, baby, baby, it's a wild world 
I'll always remember you like a child, girl 

Essa foi a música que eu cantei quando você foi embora. Não posso dizer que fui enganado, porque você sempre me avisou. “Não se apegue a mim. Não se apegue a mim, que eu não vou ficar pra sempre.” Mas também não posso dizer que não fiquei triste ou que eu estava preparado. Nós nunca estamos. Talvez, se eu tivesse levado suas palavras a sério, não teria doído tanto. Mas eu não tinha como saber. Sempre achei que você estivesse apenas brincando. Agora, eu sei. 

Mas não vamos falar sobre essas coisas tristes, mesmo querendo que você saiba da dor que eu senti. Faz muito tempo que eu não lhe vejo e quero que esta carta lhe faça sorrir, como eu lhe fiz um dia.

Mulher, mulher, que saudade eu sinto de você. Que falta você me faz! Levei muito tempo até me acostumar a não lhe ter por perto, todos os dias, rindo de mim, sorrindo pra mim. Levei mais tempo ainda pra me acostumar com o fato de que, talvez, você nunca voltasse. E você nunca voltou.  

Ficou o vazio nas minhas madrugadas. Faz falta essa sua doçura costumeira e sua cara de sono às 11h da manhã. Faz falta a delicadeza que me abrandava os ânimos, a gentileza que me impressionava, o carinho que me acalentava. Mulher, por que você foi embora? Você tinha mesmo que partir?  

Não consigo não comparar toda mulher que conheço a você e, assim, meus relacionamentos são sempre falhos e curtos. A culpa é minha, eu sei. Porque, pra mim, nenhuma outra mulher será tão boa quanto você. Nenhuma me fará mais feliz do que você me fez. E como me fez! Em todas elas, falta esse espírito livre que só encontrei em você. Falta essa coisa de estar junto, mas sem estar preso. Ser um, sem deixar de ser dois. Eu sei que você me entende, porque foi você que me ensinou, a duras penas, tudo isso. Você me acostumou mal.  

Eu queria lhe falar coisas bonitas, contar como a vida tem sido boa e generosa comigo. E eu não estaria mentindo. Mas é que tudo isso pareceu tão pouco agora sem você aqui. Mulher... Preciso lhe dizer adeus.