quarta-feira, 30 de setembro de 2009

C'est la vie

Quando eles terminaram, ela achou que levaria muito tempo pra se acostumar, que iria sentir a falta dele a todo momento. Mas o filme que ela queria tanto ver finalmente estreou. E a banda preferida dela veio tocar na cidade. E, em seu aniversário, ela ganhou muitos livros e quase não teve tempo pra lê-los, pois trabalhava e estudava de segunda à sexta e, aos sábados, se reunia com as amigas. Ela não teve tempo pra sofrer.

Quando eles terminaram, ele achou que estava finalmente livre, que agora, sim, iria aproveitar a vida. Mas o filme que ela queria tanto ver finalmente estreou. E a banda preferida dela veio tocar na cidade. E quando ele tentou falar com ela, não conseguiu, porque era aniversário dela e o som estava muito alto. Ele não teve tempo pra esquecer.

Um ano depois, eles se esbarram num bar. E ela, então, percebe que, afinal, foi fácil se acostumar, não levou tanto tempo assim. E ele verifica que o sorriso dela continua lindo e que aproveitou melhor a vida quando estava com ela.

De repente, a música deles começa a tocar e ele se aproxima para convidá-la pra dançar. Mas não deu tempo, o novo namorado dela chegou primeiro.

7 comentários:

Mayra disse...

kkkkkkkkk..
E a vida é assim mesmo!

Antonio Carlos .'. disse...

A velha história que nunca nos acostumamos. Sempre achamos que nunca vai passar, e esquecemos que ninguém é insubstituível. Eterno apenas enquanto durar...
Mas é bom ter saudades pra não viver sozinho.

Larissa Fernandes disse...

Esse é o grande ponto: ser eterno apenas enquanto durar. Porque ninguém é insubstituível. O jeito é aproveitar ao máximo enquanto durar, para que cada caso, cada pequeno relacionamento, quando acabar, possa vir acompanhado com o "eu trocaria tudo pelo que eu vivi com ela" do Cappie, que era só da boca pra fora, mas ainda assim era sincero e importante. Essa é a grande jogada! Tornar tudo eterno, porque inesquecível.

Larissa Fernandes disse...

Tornar tudo inesquecível, porque eterno, seria pesado demais.

Larissa Fernandes disse...

"Já que ela não era uma pessoa triste, procurou continuar como se nada tivesse perdido. Ela não sentiu desespero. Também o que é que ela podia fazer? Pois ela era crônica. Tristeza era luxo"

Lispector

Ayza disse...

Parafraseando o que Mayra um dia me disse, adooooro quando a mulher dá a volta por cima.

Larissa Fernandes disse...

(Pensando bem, talvez nenhum dos dois tenha superado de verdade esse afastamento. Ela olhou para trás quando foi embora. E, nesse olhar pra trás, deixou um pedaço de si, que era dele.)