domingo, 7 de dezembro de 2008

O que 2008 me ensinou...

Em primeiro lugar, que nós não somos senhores de nada. O livre-arbítrio é só historinha romântica. Estamos à deriva, as coisas nunca são como a gente escolhe - eu sei: todo mundo sabe disso; eu mesma sempre tive essa consciência. Mas é muito diferente quando isso é apenas uma realidade abstrata e, de repente, torna-se uma realidade fática, concreta. O jeito é deixar a vida correr, fluir. Invariavelmente, aliás, esse é o único jeito.

A segunda é que o mundo dá voltas. Muitas. E nessas voltas, alguns papéis podem se inverter. Eu me vi sendo presa na história em que fui o predador durante muito tempo. Disso, eu aprendi que devemos agir com o outro como se esse outro fosse nós mesmos; para quando os papéis se inverterem, o outro lado não nos ser tão ruim.

Aprendi também que a saudade revela sentimentos, intensifica-os. (Aqui vale a velha, porém verdadeira, máxima: a gente só sente saudades do que valeu à pena.)

Eu aprendi a criar laços.

Eu reaprendi a ter calma, a esperar.

Eu aprendi a chorar e ser forte, a dizer "eu amo você" sem nenhuma vergonha.

Eu aprendi a trabalhar e a dar o melhor de mim.

2008 me fez forte, alegre, decidida, sensível, esperançosa, paciente, guerreira, amiga.
2008 me fez viva.

E a você? O que 2008 lhe ensinou? O que ele fez de você?

Feliz Ano Novo, meus queridos. Que 2009 também venha com força!

5 comentários:

André disse...

2008? Nem sei dizer...
Pra mim, pareceu que passaram vários anos dentro do mesmo ano. Diria que mais ou menos uns três.
Mas também não sei dizer se aprendi alguma coisa.
No mais, que a vida é uma eterna aprendizagem.

Ah... E que é preciso ter fé, esperança e paciência. Muita paciência, por sinal. =P

LaraSu disse...

Pois é, André. Muita paciência e muita fé.

LaraSu disse...

Que 2009 nos seja um ano passarinho, meus caros!

Ayza disse...

Boas perguntas.
=*

Júnior disse...

Não sei o que aprendi nem o que ensinei... Fico confuso quando penso nisso como se fosse uma obrigação de fazer coisas importantes em um espaço de tempo demarcado... Gosto de lembrar do ano que passou depois de muitos anos, ou não... Quem sabe ou talvez... Parou!